quarta-feira, 28 de junho de 2017

Pavia: um alentejano neo-realista

 Na Galeria Municipal do 11 (Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal) acolhe uma exposição-retrospectiva de Manuel Ribeiro de Pavia até ao dia 02 de Julho. “Uma lenda, uma figura muito particular e uma referência na ilustração neo-realista”, segundo o curador Jorge Silva.
Alentejano, Pavia nunca pintou uma tela, só pintava e desenhava em papel. “Nunca quis ser aquilo que se designava na época como um artista plástico convencional. Tinha o sonho de fazer murais”, contou o designer na inauguração da mostra, no dia 10 de Junho.
A exposição divide-se em várias áreas: o Alentejo, as mulheres, “o Pavia era nessa matéria um sonhador, não se lhe conhecem amores, era um solitário, mas desenhou mulheres ideais às centenas”, e os livros que ilustrou, “durante os anos em que viveu em Lisboa, dos anos 1930 até 1957, tornou-se uma espécie de talismã de intelectuais e escritores portugueses. Todos os grandes e pequenos escritores, prosadores e poetas neo-realistas da época tiveram as capas dos seus livros ou até o miolo dos seus livros ilustrados pelo Pavia”.

 O ilustrador morreu em 1957 (no dia em que celebrava 50 anos), “de broncopneumonia, num estado de debilidade muito grande”. Foi assistido na sua morte por amigos próximos, alguns deles grandes escritores da época. “O trauma e injustiça que essa morte causou fizeram com que a intelectualidade da época acusasse a distracção e o descuido que teve com o próprio Pavia”, recorda o director de arte, alertando para uma citação de Eugénio de Andrade ali reproduzida, sintetizando esta ideia: “Enquanto lhe falávamos de poesia e de sonhos, ele morria de fome.”
Esse “trauma” deu origem a um número especial da revista Vértice (n.º164), dedicado exclusivamente ao artista. “São textos fabulosos escritos pelos melhores escritores da época. Ele tornou-se assim uma espécie de modelo, exemplo de isenção, de orgulho, de rectidão, de uma obra muito coerente”, nas palavras de Jorge Silva, que considera, “não por vaidade, mas pelas preocupações de rigor histórico”, ser esta “a maior e melhor das cinco retrospectivas já realizadas” sobre a vida e trabalho do ilustrador.
Texto:  Adaptado do Jornal Público





  Idalisa a minha companheira nestas lides culturais.



 Fiquei apaixonado por esta estante com livros fantásticos que deveriam de ser reeditados.


Setúbal,  24 de Junho de 2017

domingo, 25 de junho de 2017

A Minha Casa Não Tem Dentro

 A Minha Casa Não Tem Dentro exposição de António Jorge Gonçalves na Casa da Cultura em Setúbal até ao próximo dia 02 de Julho.
 "No dia 22 de Fevereiro de 2016 - por causa de uma veia que rebentou no meu estômago - morri e regressei à vida, num acontecimento que atravessou espaço e tempo separando e unindo em simultâneo. 
Descrevê-lo com desenhos fez parte dessa viagem".
António Jorge Gonçalves





Setúbal, 03 de Junho de 2017

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Caminhada pela Arrábida

Aproveitei o dia apesar dos quase 40º de temperatura para fazer uma caminhada de +/- 20 Km pela Serra da Arrábida, uma serra que não me canso de a percorrer, descubro sempre coisas novas e as paisagens são deslumbrantes de fazer "parar a respiração".

O parque da Comenda com a ribeira quase seca.
A estrada tem eucaliptos de grande porte. 


 Esta zona da Arrábida junto à Comenda era uma zona de muitas palmeiras, mas infelizmente foram atacadas pelo escaravelho e sobreviveram muito poucas.


 Nesta zona da ribeira já perto da nascente está completamente seca. 


Setúbal,  16 de Junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Antimonumentos

 Antimonumentos – Esculturas de Virgílio Domingues – Doação à cidade de Setúbal”, seleção das 28 peças mais significativas da obra do escultor, está em exposição permanente na Galeria Municipal do Banco de Portugal.

Virgílio Augusto Domingues (Lisboa, 1932), diplomado em Escultura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, foi, durante vários anos, membro da direcção da Sociedade Nacional de Belas Artes. Foi bolseiro, em 1958, da Fundação Gulbenkian. Foi-lhe atribuído em 1962, o prémio de Escultura Soares dos Reis. Esteve representado no Pavilhão Português da Exposição Comemorativa do IV Centenário do Rio de Janeiro. Em 1976 fez parte do grupo 5 + 1, com os pintores João Hogan, Júlio Pereira, Guilherme Parente, Teresa Magalhães e Sérgio Pombo. Tem trabalhos públicos, entre outros, no Palácio da Justiça de Lisboa, na Faculdade de Engenharia de Coimbra, e na Praça de Portugal em Setúbal.
Suicida III de 1988
Maple III de 1990
Desconstrução de 1990 
A Ficha de 1978
Colonialista de 1974
Sobretudo de 1989 

Setúbal,  11 de Junho de 2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Navio: Korsaro

 Navio: Korsaro em manobras para atracar no Terminal Terminal de Granéis Líquidos em Sines para embarcar gasóleos.

IMO 9373137
Ano construção 2008
Bandeira Itália
Porto registo Genova
Tipo navegação Longo Curso







Sines, 09 de Junho de 2017
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